sexta-feira, agosto 27, 2004

Águas passadas

Li não sei ao certo onde, que a vida é a arte ed desenhar sem borracha, e todos os dias tenho oportunidade de saborear a verdade dessa afirmação.
Fazer algo, arrepender-me no momento seguinte, especialmente quando houve tempo de ponderar bem antes de sequer pensar em fazer asneira. E no fim, tanto tempo a pensar no mesmo em nada resulta, acabando tudo num risco oblíquo e perdido numa folha branca, que começa a ficar manchada pelos erros de outrora, e por enganos vindouros...
Para compreender a vida, é preciso não pensar, julgo... Seguir o coração, olhar em frente, e enfrentar o dia de amanhã com um sorriso pré-vitorioso, e sem receio, mas infelizmente só entendemos isto depois de o mal estar feito, e com o problema colocado "na mesa" e sem mais a fazer é que temos opurtonidade de abrir os olhos. Olhamos para trás mas realmente não há nada a fazer.

Esperamos ter aprendido com o que fizemos, mas eis senão quando, tudo se repete...

E torna-se um ciclo vicioso...

Errar, afinal, é viver?
Quem sabe!

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não vive quem na verdade não quer viver. Quem não quer arriscar sair da solidão confortável que tão bem conhece. Porque também na dor existe conforto, em especial quando é tão familiar.

12:01 p.m.  

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