terça-feira, agosto 10, 2004

Esquecido no vazio

O tempo pára.
Escuto o silêncio.
Sinto a vida fugir-me.

Sinto-me incapaz perante tanta coisa. Por mais que pense nos porquês da vida, desde os mais simples, aos mais inconcebiveis, e poucas respostas encontro. Procuro, pergunto, lamento, grito, escavo, conquisto, mas sem nenhuma resposta.
Mais uma vez me remeto à metáfora do infindável tabuleiro de xadrez: sou apenas um pequeno peão perdido no meio de peças, mas neste momento, nada posso fazer, pois parece que o mundo me fechou as portas, em tantos sentidos.

Apetecia-me abraçar, chorar no ombro de um alguém especial. Alguém que não posso ter comigo, mas alguém que sinto sorrir num cantinho muito particular do meu coração.

É absolutamente delicioso ter a capacidade de sentir, quando se está tão longe. Fechar os olhos e ter o calor, o amor junto de mim. Tenho essa capacidade, mas nem sabia, talvez porque nunca antes havia encontrado alguém que me completasse desta forma. Mas ainda assim tenho uma parte meramente Humana: inferior e negra, que requer algo mais do que este sentimento. Algo que não posso ter, mas que teimo em desejar.

Gostava de ser algo transcendente...!



Gostava de ter um pensamento completamente livre

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

És transcendente...

10:39 p.m.  

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