Singularidades
Este é um daqueles dias que não deixo acabar sem fazer um balanço, não apenas do mesmo, mas dos dias anteriores...
Reencontro antigos amores, reconstruo antigos gostos, e fomento novas emoções. Não vejo meio de ficar de férias, de me poder deitar sem pensar a que horas ter que acordar, sem ter a cabeça cheia de números!
Apetece-me sorrir...
Esquecer o mundo por um momento, esquecer que sou um peão num jogo de xadrez sem fim à vista. Apagar certos podres do meu passado, e reviver o que de melhor tive, apenas no meu pensamento.
Os antigos sempre afirmaram que o espírito é perfeito: o que nos limita é o corpo a que ele está agarrado. Um corpo que adoece, que se magoa, que se cansa, que chora, que envelhece, e que morre. O espírito é eterno! Mas isto deixa-me dúvidas... Sempre consegui separar as coisas convenientemente, e ter uma mente aberta e completamente livre. Então, porque me sinto tão preso? Porque me sinto tão triste e tão só?
Certamente pelo corpo não é.. Este nunca foi factor limitativo para mim.
Pergunto-me então se é por causa daquele enorme aperto que sinto no coração... Aperto esse que não sei onde começa, nem onde acaba. Nem porque começou, ou quando vai acabar.
Tantas dúvidas circundam a minha mente!!!
Hoje fiz um exercício que não fazia à muito... Depois de uma longa viagem de metro, comecei a ver as pessoas, uma a uma. Olhar para elas, descobrir para onde iam, no que estavam a pensar, se se estavam a sentir bem.
Cheguei à conclusão óbvia: todos se preocupam demasiado com a impressão que transmitem, não deixando tempo para pensarem neles mesmos. Toda a gente ambiciona o sucesso, doa o que doer... Vi engenheiros sorridentes, mas de olhar distante; vi velhos com ar de toda uma vida de trabalho, pálidos e esgotados; vi raparigas de vinte e poucos anos com um olhar vazio.
Pergunto se me estou a tornar em 'mais um'...
Nunca descurarei o meu futuro, mas não consigo encontrar UM porquê para o meu estado de espírito...
... Ou então sei qual é, mas não quero admitir...
Reencontro antigos amores, reconstruo antigos gostos, e fomento novas emoções. Não vejo meio de ficar de férias, de me poder deitar sem pensar a que horas ter que acordar, sem ter a cabeça cheia de números!
Apetece-me sorrir...
Esquecer o mundo por um momento, esquecer que sou um peão num jogo de xadrez sem fim à vista. Apagar certos podres do meu passado, e reviver o que de melhor tive, apenas no meu pensamento.
Os antigos sempre afirmaram que o espírito é perfeito: o que nos limita é o corpo a que ele está agarrado. Um corpo que adoece, que se magoa, que se cansa, que chora, que envelhece, e que morre. O espírito é eterno! Mas isto deixa-me dúvidas... Sempre consegui separar as coisas convenientemente, e ter uma mente aberta e completamente livre. Então, porque me sinto tão preso? Porque me sinto tão triste e tão só?
Certamente pelo corpo não é.. Este nunca foi factor limitativo para mim.
Pergunto-me então se é por causa daquele enorme aperto que sinto no coração... Aperto esse que não sei onde começa, nem onde acaba. Nem porque começou, ou quando vai acabar.
Tantas dúvidas circundam a minha mente!!!
Hoje fiz um exercício que não fazia à muito... Depois de uma longa viagem de metro, comecei a ver as pessoas, uma a uma. Olhar para elas, descobrir para onde iam, no que estavam a pensar, se se estavam a sentir bem.
Cheguei à conclusão óbvia: todos se preocupam demasiado com a impressão que transmitem, não deixando tempo para pensarem neles mesmos. Toda a gente ambiciona o sucesso, doa o que doer... Vi engenheiros sorridentes, mas de olhar distante; vi velhos com ar de toda uma vida de trabalho, pálidos e esgotados; vi raparigas de vinte e poucos anos com um olhar vazio.
Pergunto se me estou a tornar em 'mais um'...
Nunca descurarei o meu futuro, mas não consigo encontrar UM porquê para o meu estado de espírito...
... Ou então sei qual é, mas não quero admitir...

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